Muita gente que planeja o Visto E2 quer ir aos Estados Unidos antes de aplicar — para conhecer franquias, abrir caminho e começar a estruturar o negócio. Uma das formas de fazer essa viagem é pelo ESTA. Vale entender o que ele é, o que permite e, principalmente, o que não permite quando o assunto é o E2.

ESTA é a sigla de Electronic System for Travel Authorization. É uma autorização de viagem do programa de isenção de visto dos EUA, que hoje tem acordo com mais de 40 países — a maioria deles na Europa. Como muitos brasileiros com dupla cidadania têm um passaporte europeu, alguns consideram usar o ESTA desse passaporte em vez do visto B1 ou B2 do passaporte brasileiro.

As vantagens do ESTA

  • A aplicação é feita online, de forma rápida e barata.
  • Aprovado o ESTA, dá para viajar aos EUA sem precisar ir ao consulado nem marcar entrevista para o visto B1/B2.
  • Permite realizar atividades equivalentes às do B1 e do B2 — ou seja, dá para ir ao país e tocar as providências para estruturar um negócio.

Os limites que pesam no E2

Por outro lado, o ESTA tem restrições importantes para quem está de olho no Visto de Investidor:

  • Vale por até dois anos (ou até o passaporte expirar), enquanto o visto B1/B2 costuma valer até dez anos.
  • Permite estadia de até 90 dias por viagem, sem extensão.
  • Não permite mudança de status dentro dos EUA. O B1/B2, ao contrário, costuma render um carimbo de permanência de até seis meses na chegada e, em situações excepcionais, possibilita extensão ou mudança de status.
Como isso se encaixa no E2

O lado positivo: por permitir as atividades de um B1/B2, dá para usar o ESTA para ir aos EUA, adiantar a estruturação do negócio e depois voltar ao Brasil (por exemplo) para aplicar ao E2 no consulado. Como o ESTA não autoriza mudança de status, esse é justamente o caminho natural — aplicar pela via consular, no exterior.

Um cuidado na chegada

Se for aos EUA para tocar essas providências, é importante deixar claro ao oficial de imigração, no controle de fronteira, qual é o propósito da viagem — como você faria entrando com um visto B1. Transparência sobre as atividades dos próximos 90 dias evita mal-entendidos.

Onde entra a Unike — e onde entra o advogado

Essas diferenças entre ESTA e B1/B2 podem facilitar (ou complicar) o planejamento conforme o seu caso. Por isso, antes de decidir como entrar nos EUA, com qual passaporte e em que momento, vale buscar a orientação de um advogado de imigração experiente — que avaliará o investimento, a situação da empresa e a estratégia de entrada no contexto da sua família.

A Unike concentra a sua assessoria na seleção e na análise da franquia certa, com mais de 700 franquias representadas. A parte migratória — incluindo qual via de entrada faz sentido — fica com o advogado que indicamos. E vale o lembrete de sempre: este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um profissional para o seu caso específico.