O Visto E2 nasce de tratados de comércio e navegação entre os Estados Unidos e outros países. Só os cidadãos desses países parceiros podem aplicar — e é justamente aí que mora a primeira pergunta de todo brasileiro interessado no visto: o Brasil está na lista? A resposta é não. Mas isso está longe de ser o fim do caminho.
Como o Brasil não tem esse tratado com os EUA, o brasileiro que deseja o E2 normalmente precisa de dupla cidadania de um país elegível — ou de um cônjuge que a tenha. Vamos entender quantos países são, quais são os mais comuns e onde encontrar a lista oficial sempre atualizada.
Cerca de 80 países elegíveis
Atualmente, por volta de 80 países mantêm o tratado que dá acesso ao E2. Eles estão espalhados por praticamente todas as regiões do mundo — Europa, Ásia-Pacífico, Américas, Oriente Médio e África. A lista muda ao longo do tempo, conforme novos acordos entram em vigor, e cada nacionalidade tem suas próprias regras de validade e de número de entradas.
A relação completa e atualizada é publicada pelo Departamento de Estado dos EUA, na página "Treaty Countries" (em travel.state.gov). É sempre a referência mais confiável, porque traz as datas de cada tratado e a validade do visto por nacionalidade — informações que podem mudar.
Os passaportes mais comuns entre brasileiros
No nosso público, alguns passaportes aparecem com muito mais frequência por causa da imigração histórica para o Brasil:
- Itália — talvez a cidadania mais comum entre brasileiros com dupla nacionalidade.
- Portugal — uma novidade importante (veja abaixo).
- Alemanha e Espanha — também frequentes e elegíveis há muito tempo.
Se você já tem (ou está em processo de) uma dessas cidadanias, o requisito de nacionalidade — o primeiro de todos para o E2 — tende a ser o mais simples de resolver.
Portugal entrou em 2024
Um marco recente e muito relevante para famílias luso-brasileiras: Portugal passou a integrar a lista de países do tratado E-2 em 15 de março de 2024. Antes disso, o passaporte português não permitia aplicar ao visto de investidor; agora, sim. Para quem tem ou busca a cidadania portuguesa, isso abriu uma porta que não existia.
As últimas inclusões antes de Portugal
A lista vai se ampliando aos poucos. Antes de Portugal, duas inclusões notáveis aconteceram em 2019: Israel passou a ser elegível em 1º de maio de 2019, e a Nova Zelândia, em 10 de junho do mesmo ano. Embora não sejam as nacionalidades mais comuns entre brasileiros, valem o lembrete de que o E2 se estende a cônjuges e filhos — então um brasileiro casado com alguém dessas nacionalidades também pode entrar no processo.
O E2 vai além do aplicante principal
Vale reforçar: o visto cobre a família. O cônjuge e os filhos solteiros de até 21 anos acompanham o investidor como dependentes, mesmo sem a cidadania elegível. Os filhos podem estudar (mas não trabalhar) e, ao completar 21 anos, deixam de ser dependentes. O cônjuge pode trabalhar nos Estados Unidos. A cidadania de um país elegível precisa estar com o aplicante principal — ou com o cônjuge que servir de base ao pedido.
Onde a Unike entra
A elegibilidade por nacionalidade e a condução do processo de visto são temas de imigração — e, por isso, ficam com um advogado especializado, que indicamos. O nosso trabalho começa depois desse "sim": uma vez que você tem (ou terá) a cidadania elegível, ajudamos na seleção e análise da franquia americana certa para o seu perfil, entre mais de 700 opções do nosso portfólio. É a combinação de um requisito de nacionalidade resolvido com a franquia certa que dá consistência ao projeto.