Boa parte do nosso conteúdo fala do Visto E2, que exige dupla cidadania de um país elegível. Mas e quem não tem dupla cidadania e mesmo assim quer ter uma franquia nos Estados Unidos para diversificar investimentos? Isso é possível — desde que com expectativas claras sobre o que esse caminho oferece e o que ele não oferece.
Um alerta importante logo de início: o que descrevemos aqui é investimento para diversificação de portfólio, não imigração. Ter uma franquia nos EUA dessa forma não dá direito a visto de residência ou de trabalho. Quando o objetivo é morar e trabalhar no país, o caminho é o Visto E2 (com dupla cidadania) ou outras categorias de imigração — assuntos para um advogado especializado, que indicamos.
O cenário: ser dono à distância
A ideia é semelhante, guardadas as diferenças, a alguém de São Paulo que investe em uma franquia em Manaus: a pessoa estrutura o negócio, define a operação e depois faz a gestão à distância, com visitas periódicas conforme a necessidade. No caso dos EUA, o investidor brasileiro pode montar a franquia, mas precisará de alguém na ponta para tocar o dia a dia.
Para a parte de estruturação, costuma-se usar o visto B1, de negócios, que permite ir aos Estados Unidos para reuniões, assinar contratos, contratar funcionários, participar de treinamentos e depois retornar ao Brasil. Ele serve para montar a operação — não para morar ou trabalhar no país.
Esse formato não é o EB-5 nem o E2. O EB-5 é um programa de imigração por investimento com valores bem mais altos. Aqui, falamos de um investidor que quer apenas ter uma franquia rentável em dólar, sem pretensão de mudança de status migratório.
Os três formatos de gestão
Quem investe sem morar nos EUA normalmente escolhe um destes três modelos:
- 100% dono, com equipe contratada. O investidor é o único proprietário e contrata uma equipe (incluindo um gerente) para cuidar de toda a operação. Aqui é essencial escolher um modelo já desenhado para ser tocado por um gerente desde o início e com faturamento robusto o bastante para pagar essa estrutura e ainda dar retorno. Em geral, esse tipo de franquia tem investimento inicial mais alto — acima de US$ 200.000 a US$ 250.000.
- Com um sócio nos EUA. O investidor brasileiro tem um sócio de confiança no país, que conduz a operação. O brasileiro atua mais como investidor financeiro, entrando com parte dos recursos e dividindo os lucros conforme a sociedade.
- Gestão por empresa terceirizada. Mais raro: contratar uma empresa especializada para gerir a operação. Quando acontece, é importante que essa empresa conheça muito bem a marca. Há um custo por esse serviço, e é preciso avaliar se ele ainda viabiliza o retorno esperado diante do risco.
O fator decisivo: quem toca a operação
Em qualquer um dos formatos, o ponto crítico é o mesmo: a operação do dia a dia precisa estar nas mãos de uma pessoa, equipe ou empresa muito bem capacitada. Sem isso, mesmo uma boa franquia tende a entregar resultados abaixo do esperado. A distância exige processos claros, boa comunicação e gente competente na ponta.
Como a Unike pode ajudar
Seja para o Visto E2 ou para diversificação de portfólio, a lógica da escolha é parecida: encontrar um modelo que combine com os seus objetivos, com o capital disponível e com o nível de envolvimento que você pretende ter. Representamos mais de 700 franquias americanas e ajudamos a filtrar quais delas se encaixam em cada cenário — inclusive modelos pensados para serem operados por um gerente desde o começo.
O que não fazemos é prometer milagres: rentabilidade depende de execução, e o investimento para diversificação não substitui um plano de imigração. Se o seu objetivo é morar nos EUA, conversamos sobre o caminho do E2 e o advogado especializado entra na parte do visto.
Em resumo: sim, é possível ter uma franquia americana sem dupla cidadania, com foco em investimento. Só não confunda isso com um caminho para morar no país — são objetivos diferentes, e cada um pede uma estratégia própria.