É uma dúvida recorrente: em períodos de maior rigor migratório, o Visto E2 fica mais difícil de obter? A resposta curta é que a categoria em si tende a se manter, mas o rigor da análise e os prazos podem variar. Vamos aos fatos, com tom neutro e sem opinião política.
Um aviso necessário: regras, prazos consulares e listas de países mudam com o tempo. Este conteúdo é informativo e não é aconselhamento jurídico — a montagem do caso é sempre com um advogado de imigração. Na Unike, nossa especialidade é a seleção da franquia certa; a parte do visto fica com o advogado que indicamos.
O E2 é um visto de tratado — e isso importa
O Visto E2 é um visto não-imigrante baseado em tratados de comércio entre os Estados Unidos e cerca de 80 países. Ele não tem cota anual e é, por natureza, uma categoria que traz investimento e gera empregos no país. Historicamente, isso ajuda a explicar por que ele tende a se manter relativamente estável de uma administração para outra, ao contrário de outras categorias mais visadas em debates sobre "empregos de americanos".
O que se observou no primeiro mandato (2017–2021)
A categoria permaneceu intacta. O que mudou foi o tom da análise: com a diretriz de "comprar americano, contratar americano", os oficiais passaram a examinar os casos com mais critério — em especial a regra do negócio não marginal e a geração de empregos. Negócios menores ou de serviços, sobretudo com investimentos bem abaixo de US$ 100.000, tenderam a enfrentar análises mais rigorosas.
Houve também movimentos favoráveis e mudanças de elegibilidade que valem registro:
- Inclusões: Israel e Nova Zelândia entraram para a lista de países do tratado E2 em 2019.
- Exclusões: quando um tratado é encerrado, os nacionais daquele país perdem o acesso — foi o caso do Irã, por exemplo.
- Volume estável: as emissões seguiram na casa das dezenas de milhares por ano (acima de 43 mil em 2019). A queda forte de 2020 (para cerca de 23,5 mil) decorreu da pandemia de COVID-19, e não de uma política voltada contra o E2.
E mais recentemente, a partir de 2025?
Uma segunda administração Trump começou em janeiro de 2025. Relatos de advogados de imigração apontam um reforço na verificação e na triagem de solicitantes (decorrente de ordens executivas sobre vetting mais rígido), o que na prática se traduz em tempos de processamento consular mais longos e em uma análise mais detalhada dos modelos de negócio. Não há, contudo, proposta de extinguir o E2. Os prazos de espera e a situação de tratado/reciprocidade variam por país e por consulado.
Tende a variar: o rigor da análise, os tempos de processamento, taxas e a situação de tratado/reciprocidade de cada país. Tende a permanecer: a existência do E2, seus requisitos centrais e sua natureza baseada em tratado.
O que isso significa para quem está planejando
A lição prática é simples: planeje com margem (pense em meses, não semanas) e não tente "fazer o mínimo" para o visto passar. Quanto mais forte o seu caso — operação real, geração de empregos, documentação sólida, investimento adequado —, menos sensível ele fica a um clima mais rigoroso. Alguns advogados, inclusive, passaram a recomendar já ter contratado um funcionário e ter um ponto comercial desde o início, conforme o caso.
É também por isso que a escolha da franquia pesa: um modelo comprovado, com treinamento e suporte, reforça a projeção de lucro e de empregos que o oficial quer enxergar.
Onde entra a Unike — e onde entra o advogado
Reforçando: a Unike não faz o processo de imigração e não acompanha mudanças de política como consultoria de visto. Representamos mais de 700 franquias americanas e ajudamos na seleção e na análise da franquia certa para o seu perfil. A leitura do cenário migratório, a estratégia e a montagem do caso ficam com o advogado especializado em E2, que indicamos. Como esse é um tema que muda, confirme sempre as regras e os prazos vigentes com um profissional antes de decidir.