Uma dúvida comum entre brasileiros com dupla cidadania é se dá para entrar nos Estados Unidos com o passaporte brasileiro e, já estando lá, pedir a mudança de status para o Visto E2 usando o passaporte da segunda cidadania — aquela que é elegível ao tratado. A resposta curta é: não funciona assim. E entender o porquê ajuda a planejar a viagem e a aplicação do jeito certo.
Antes de tudo, vale lembrar a diferença entre as duas vias de entrada no E2. Quando você aplica em um consulado ou embaixada no exterior, recebe o visto em si, carimbado no passaporte. Quando você já está nos EUA e pede a mudança de status, não recebe um visto, e sim a concessão do status E2 enquanto permanece no país. São caminhos diferentes, com regras diferentes.
Por que o passaporte de entrada importa
A mudança de status para o E2 precisa estar ancorada em uma entrada feita com o passaporte do país elegível ao tratado e com o tipo de visto adequado. Não é possível entrar com um passaporte de país não elegível — como o brasileiro — e, depois, pedir a mudança de status apoiando-se na segunda cidadania. O documento usado na entrada e a base legal da permanência precisam ser coerentes com o visto que se pretende obter.
Na prática, muitos brasileiros que pensam no E2 já têm os vistos B1 e B2 no passaporte do Brasil e costumam usá-lo para entrar nos EUA. Outros possuem um segundo passaporte de um país europeu, que muitas vezes é elegível ao programa de isenção de visto (o ESTA).
Entrar pelo ESTA também não resolve: essa autorização de viagem não permite mudança de status dentro dos EUA. Ou seja, mesmo com o passaporte elegível, a entrada precisa ter sido feita com o visto adequado para que a mudança de status seja sequer cogitada — entre outros fatores que o advogado vai avaliar.
O que isso significa na hora de planejar
Para a maioria dos casos, os advogados de imigração recomendam aplicar ao E2 pela via consular, fora dos EUA. Além de evitar a limitação acima, o processo consular emite um visto que costuma valer por vários anos, com múltiplas entradas — algo que a mudança de status não oferece, já que ela concede status, mas não permite reentrada após a saída do país.
Esse é mais um exemplo de por que vale planejar a aplicação com antecedência e ao lado de um bom advogado de imigração. Decisões aparentemente simples — qual passaporte usar para entrar, em que momento viajar, por qual via aplicar — têm efeito direto sobre o que será possível depois.
Onde entra a Unike
Vale reforçar o nosso papel para não gerar confusão. A Unike não conduz o processo de imigração e não decide passaporte ou via de aplicação. Representamos mais de 700 franquias americanas e assessoramos você na pré-seleção, na análise e na escolha da franquia certa — a etapa que mais influencia a força do seu caso.
A parte de visto, incluindo a estratégia de entrada e a eventual mudança de status, fica com um advogado de imigração especializado em E2, que indicamos e com quem trabalhamos lado a lado. Nenhum profissional sério garante aprovação: ela é sempre uma decisão do oficial de imigração. O que se pode fazer é chegar com a franquia certa e um caso bem estruturado.