O Visto E2 costuma ser a via mais simples e de requisitos mais amigáveis para quem quer morar nos Estados Unidos investindo em um negócio. Mas ele tem uma exigência que nem todos cumprem: cidadania de um país com tratado comercial com os EUA — e o Brasil não faz parte dessa lista. Para quem não tem dupla cidadania, duas alternativas aparecem com frequência: o EB-5 e o Visto L1.
Antes de seguir, um esclarecimento de posicionamento: a especialidade da Unike é o Visto E2 investindo na franquia certa. EB-5 e L1 têm regras próprias e devem ser conduzidos por um advogado de imigração especializado — abaixo damos uma visão geral, não um roteiro jurídico.
EB-5: o visto de investidor que leva ao Green Card
O EB-5 dá direito à residência permanente (Green Card) para o investidor, o cônjuge e os filhos solteiros menores de 21 anos. Diferente do E2, ele não exige cidadania de país com tratado — está disponível para brasileiros.
Os valores foram reformulados pelo EB-5 Reform and Integrity Act de 2022. Hoje (2026), o investimento mínimo é:
- US$ 800.000 em uma TEA (Targeted Employment Area — área rural ou de alto desemprego, com índice de pelo menos 150% da média nacional);
- US$ 1.050.000 para projetos fora de uma TEA (padrão).
Em ambos os casos, é preciso criar pelo menos 10 empregos full-time para trabalhadores americanos qualificados.
Os números do EB-5 mudaram ao longo dos anos. Hoje valem US$ 800.000 (TEA) e US$ 1.050.000 (padrão) — não mais os antigos US$ 500.000 / US$ 1 milhão. Um novo reajuste por inflação está previsto para janeiro de 2027, com estimativas de alta para cerca de US$ 900.000 e US$ 1,2 milhão. Sempre confirme o valor vigente com um advogado.
Formas de investir no EB-5
Há mais de um caminho, e o processo é diferente do E2:
- Investimento direto em uma nova empresa (em geral via formulário I-526), em que o investidor participa da administração;
- Centro Regional (via I-526E), um projeto autorizado pelo governo para captar recursos de investidores estrangeiros; nesse modelo, o investidor é passivo e não administra o negócio.
Há empresas que divulgam projetos de centro regional no Brasil — e nesses casos a análise (due diligence) do projeto é essencial. O programa de centros regionais segue autorizado, hoje, até setembro de 2027.
EB-5 × E2: as diferenças que importam
- Status: o EB-5 leva ao Green Card; o E2 é temporário, embora renovável indefinidamente enquanto o negócio se mantém.
- Valor: o EB-5 é bem mais alto e mais analisado; o E2 costuma partir de US$ 100.000.
- Cidadania: o E2 exige cidadania elegível; o EB-5, não.
- Operação: no E2, o investidor sempre dirige o negócio; no EB-5 via centro regional, pode ser passivo.
Visto L1: transferência de executivos
O L1 é um visto de transferência intracompany: serve para mover um executivo ou gerente entre a matriz (por exemplo, no Brasil) e uma filial/subsidiária nos Estados Unidos. Em linhas gerais, exige uma empresa de certo porte no país de origem, a abertura de uma subsidiária americana e a justificativa da transferência de alguém em cargo gerencial ou executivo — não tão operacional.
Não é um visto de investidor "puro", mas é uma forma de levar um profissional para os EUA por meio de uma estrutura empresarial. Tem requisitos próprios e também deve ser avaliado com advogado.
E se você tiver (ou estiver obtendo) a dupla cidadania?
Para quem tem cidadania de um país elegível — como Itália, Portugal, Alemanha ou Espanha —, o E2 tende a ser o caminho mais simples e barato. É aí que a Unike atua: ajudamos a selecionar e analisar a franquia certa para o seu perfil. Para EB-5 e L1, indicamos profissionais especializados. Em qualquer via, vale lembrar: nenhum profissional sério garante a aprovação — ela é decisão do governo americano.