O Visto E2 exige cidadania de um país com tratado comercial com os EUA. Para quem não tem (nem está perto de obter) uma dupla cidadania elegível, surge uma pergunta: dá para "comprar" a cidadania de um país elegível, como Granada, e então aplicar ao E2? A resposta curta é que esse caminho existe — mas pede cautela.
Este artigo é informativo. A Unike assessora na seleção de franquias e não faz processos de imigração nem comercializa cidadanias. Decisões sobre cidadania por investimento devem ser tomadas com advogados e agentes autorizados. Não recomendamos nem desencorajamos esse caminho — apenas explicamos como ele funciona.
Por que a cidadania importa para o E2
O E2 nasce de tratados de comércio entre os EUA e cerca de 80 países, e o Brasil não faz parte desse grupo. O caminho mais comum é a dupla cidadania de um país elegível, como Itália, Portugal, Alemanha ou Espanha. Para quem não tem essa opção, existem alternativas que não exigem cidadania elegível — como o EB-5 e o visto L1. E há uma terceira via: obter a cidadania de um país elegível por investimento.
O caso de Granada
Granada é um país caribenho com um programa de cidadania por investimento (criado em 2013) e que mantém um tratado E-2 com os Estados Unidos. É por isso que cidadãos de Granada podem aplicar ao E2. O programa não exige residência no país nem proficiência em idioma para a obtenção da cidadania.
Como funciona a cidadania por investimento de Granada
Existem duas vias principais. Os valores abaixo são referências de 2026 e mudam com frequência — sempre confirme os números atuais com um agente autorizado:
- Doação ao Fundo Nacional de Transformação (NTF): a partir de cerca de US$ 235.000 para um solicitante individual ou uma família de até quatro pessoas (com valor adicional por dependente extra). É uma contribuição não reembolsável.
- Investimento imobiliário em projeto aprovado pelo governo (hotéis, villas, resorts): a partir de cerca de US$ 270.000, com a propriedade mantida por ao menos 5 anos. A vantagem é a possibilidade de, depois desse período, vender a participação ou mantê-la como investimento.
Em ambos os casos há taxas governamentais, de due diligence e processuais à parte. O prazo para obter a cidadania costuma ser de alguns meses, podendo se estender conforme a verificação de antecedentes. Com o passaporte em mãos, é possível investir nos EUA e dar entrada no E2, que pode ter validade de até cinco anos dependendo da reciprocidade.
Os pisos de Granada já foram reajustados ao longo dos anos: hoje giram em torno de US$ 235.000 (doação) e US$ 270.000 (imóvel), acima dos valores antigos. Por isso, qualquer número aqui deve ser tratado como referência e reconfirmado na hora de decidir.
O que pesa na decisão (os poréns)
- Custo alto e, na via de doação, não reembolsável.
- Due diligence rigorosa, com checagem de antecedentes e da origem dos recursos.
- A cidadania abre a porta, mas não garante o E2: você ainda precisa atender a todos os requisitos do visto — investimento substancial, negócio real e ativo, controle de ao menos 50%, perspectiva de lucro e empregos — e a aprovação é decisão do oficial.
- Alguns advogados observam que cidadanias adquiridas recentemente por investimento podem receber atenção adicional na análise do visto. É mais um motivo para conduzir tudo com um especialista.
- Em comparação com o EB-5 — hoje a partir de US$ 800.000 em área-alvo de emprego ou US$ 1.050.000 no padrão —, o custo de entrada por Granada pode ser menor e a presença nos EUA mais rápida via E2. Mas são caminhos diferentes, cada um com prós e contras.
O papel do advogado — e o nosso
A cidadania por investimento e o processo do visto são conduzidos por advogados e agentes autorizados. A Unike entra depois, na seleção e na análise da franquia americana certa para o seu caso. Não vendemos cidadania, não fazemos imigração e não prometemos aprovação. Se esse for o seu cenário, o caminho responsável é conversar com um advogado de imigração — que podemos indicar — antes de tomar qualquer decisão.